Um dos maiores símbolos do Piauí é a arte santeira. José Alves de Oliveira,
conhecido como Mestre Dezinho é o artesão mais famoso no Brasil e no exterior.
Ele foi o criador da CAMEDE.
A Cooperativa de Artesanato Mestre Dezinho – CAMEDE – dedica-se a promover o desenvolvimento do artesanato e da cultura popular regional no Piauí, com iniciativas voltadas para a valorização, produção e comercialização de produtos artesanais e culturais. Seus objetivos abrangem diversas frentes de atuação, todas alinhadas ao fortalecimento da economia criativa e à integração social dos cooperados.
Entre as principais ações da CAMEDE estão a criação, produção e co-produção de projetos artesanais, priorizando o uso de matérias-primas regionais e garantindo representatividade para a cultura local. A cooperativa também busca estimular a evolução sócio-político-cultural da comunidade por meio de práticas democráticas e inclusivas, promovendo a integração entre os cooperados e o Estado do Piauí.
Com foco no crescimento sustentável, a CAMEDE investe no estímulo e defesa das atividades econômicas de seus cooperados, especialmente na produção de artesanatos e produtos caseiros. Além disso, realiza projetos e eventos culturais que exaltam a cultura popular e regional, especialmente a tradição santeira, criando oportunidades para fortalecer a identidade cultural do estado.
A estruturação de espaços administrativos, tecnológicos e de armazenamento também está entre suas prioridades, permitindo uma gestão eficiente e a comercialização dos produtos artesanais. A cooperativa incentiva a formação de novos artesãos e promove cursos, oficinas e workshops, utilizando os eventos como uma ferramenta estratégica para divulgar e fortalecer a marca CAMEDE.
A divulgação dos trabalhos dos cooperados é amplamente incentivada por meio de feiras, exposições e catálogos, tanto no Brasil quanto no exterior, ampliando os canais de comercialização e garantindo sustentabilidade econômica aos seus membros. Adicionalmente, a cooperativa oferece assistência técnica, educacional, social, jurídica e tributária, além de apoio na aquisição de matéria-prima, promovendo compras conjuntas para maior eficiência e economia.
Por fim, a CAMEDE atua no aprimoramento técnico e gerencial dos cooperados, desenvolvendo treinamentos e parcerias com instituições públicas e privadas, além de explorar oportunidades de exportação e, quando necessário, buscar recursos financeiros para alavancar novos projetos e produtos.
Com esses objetivos, a CAMEDE reafirma seu compromisso com o fortalecimento da cultura artesanal e a melhoria da qualidade de vida de seus cooperados, contribuindo para a valorização da arte e do trabalho regional do Piauí.
Utilizando a madeira de forma diversa e criativa na arte popular, os Santeiros do Piauí com sua manifestação espontânea, criam imagens em madeira, e encontram o caminho adotado por centenas de artesãos em todo o país para dar vazão à sua criatividade e talento. Com a presença da Igreja Católica com sua infinidade de temas, desenvolveu- se um tipo de arte que reproduz em madeira, santos e santas, pombas, anjos e demônios, além de talhas e esculturas que viram altares e sacrários.
A imaginária sacra também se estendeu às religiõesafro-brasileiras onde ocupa um importante papel nos cultos religiosos. Esta atividade, presente no Brasil desde o descobrimento, encontra ainda hoje grande número de artesãos, com características e fundamentos estéticos diversos, com grande apuro técnico. Independente do local onde vivem com métodos de trabalho e temas adotados, muitos destes artistas são reconhecidos mundialmente e seu trabalho está presente em museus, igrejas e coleções particulares em vários países do mundo.
Utilizando imburana-de-cheiro (imbuana-de-cheiro ou imburana-de-espinho),cedro amarelo ou vermelho, os Santeiros do Piauí, oferecem magníficos exemplares da arte imaginária. São santeiros dos mais expressivos que o país possui.
Vivendo em Teresina e utilizando toras de cedro como base para seu trabalho, suas imagens que incorporam elementos estéticos regionais, o colocam entre os mais importantes artistas brasileiros em atividade. Os Santeiros do Piauí fazem
brotar da madeira imagens belíssimas de impressionante qualidade e proporções, com uma riqueza de detalhes poucas vezes vistas em peças do gênero. Os trabalho sutis e delicados em harmonia das formas compete com o acabamento preciso que imprimem a cada peça. Este universo, generosamente oferecido pelo estado do Piauí ao Brasil, traduz uma das mais consolidadas manifestações artísticas que o país possui.
a) Criar, produzir ou co-produzir projetos artesanais, comprometidos com a prestação de serviço e aquisição de matéria prima, priorizando o aspecto regional, com o objetivo de representar na comercialização de seus produtos através de peças adquiridas, fomentando a evolução sócio-político-cultural da comunidade de forma abrangente e democrática entre os cooperados e o Estado do Piauí;
b) Estimular e fomentar o desenvolvimento progressivo e a defesa das atividades econômicas de seus cooperantes, quanto a produção de artesanatos e produtos caseiros regional como qualquer outro trabalho artesanal feito no Estado;
c) Criar e produzir projetos e eventos culturais voltados para o artesanato de forma geral, priorizando sobretudo a cultura popular e regional santeira;
d) Adquirir, construir, instalar novas filiais ou alugar os imóveis necessários às suas instalações administrativas, tecnológicas, de armazenamento e/ou comercialização dos produtos artesanais produzidos pelos cooperantes;
e) Implantar e incentivar a formação de artesãos nas redes de criação independente;
f) Promover cursos e oficinas e workshops de artesanato que contemple a arte santeiro do Estado do Piauí e produtos caseiros, ou qualquer outro trabalho artesanal feito no Estado, expondo as peças resultantes deste evento como instrumento estratégico de divulgação dos produtos e manutenção da cooperativa;
g) divulgar os resultados dos trabalhos e serviços de seus cooperantes através de feiras nacionais e internacionais, eventos, exposições, salões de artes e artesanatos, catálogos e demais meios de comunicação;
h) representar e/ou intermediar a representação de cooperados na divulgação das peças adquiridas com contratantes de feiras através de exposições, bem como prestação de serviços artísticos, culturais, educacionais e formativos de qualquer natureza;
i) desenvolver canais de comercializações dos produtos e serviços de seus cooperantes, através de feiras, lojas e outros meios possíveis, no Brasil e no exterior, dando possibilidade de sustentabilidade dos cooperados e manutenção da cooperativa;
j) instalar armazém cooperativo, para fornecimento a seus cooperantes, de matéria prima necessária à atividade artesanal e artigos de uso pessoal e doméstico;
k) estimular a comprar de matéria prima em conjunto, possibilitando maior adequação de peças à serem desenvolvidas;
l) prestar assistência técnica, educacional, social, jurídica, fiscal, tributária e contábil aos cooperantes;
m) promover o aprimoramento técnico-profissional e gerencial de seus cooperantes e colaboradores, através de treinamento sobre temos de interesse para a cooperativa, com iniciativa própria ou através de convênios com entidades e organizações especializadas, públicas ou privadas, com intuito de criar melhores condições para ambas as partes;
n) apresentar meios para exportar e promover a exportação dos produtos de seus cooperantes, nos termos das legislações vigentes;
o) contratar empréstimos junto aos agentes financeiros, se necessário, para aplicar em novas peças de artesanatos.
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